Sustentabilidade Digital: Nova Diretiva Europeia e Oportunidade

Nova Diretiva Europeia – A sua empresa está pronta?

A Sustentabilidade Digital já não é apenas uma palavra da moda: é urgente, estratégica e exigida por lei.

E a pergunta que importa é: a sua empresa está pronta para a transformação? 

Vamos lá conversar então!

O que é afinal a Sustentabilidade Digital?

O que é a sustentabilidade digital?

Imagine a tecnologia como uma máquina, como sabe o combustível convencional polui, o combustível limpo não. Sustentabilidade Digital é usar esse “combustível limpo” no IT — otimizando data centers, hardware e cloud verde — para reduzir a pegada digital e alinhar-se a padrões ESG.

A área da sustentabilidade digital integra-se no ESG (Environmental, Social, Governance), colocando o uso responsável da tecnologia no centro da transformação sustentável da empresa.

A importância de repensar a forma como usamos a tecnologia

A utilização crescente de serviços digitais e cloud traz, claramente, eficiência e escalabilidade ao nosso dia a dia, mas também maior consumo energético e emissão de gases. Uma abordagem sustentável envolve:

  • Escolher data centers eficazes e energizados por renováveis.
  • Priorizar hardware de baixo consumo e longa vida útil.
  • Adotar cloud verde (infraestrutura alimentada por energia limpa).

Estes pontos reduzem custos, riscos de ESG e reforça a reputação corporativa.

Exemplos de práticas de IT sustentável (data centers, hardware, cloud verde)

  • Data centers certificados com padrão PUE (Power Usage Effectiveness) baixo.
  • Hardware com selos de eficiência energética (p. ex., Energy Star).
  • Cloud providers com compromisso zero carbono.

Porque é que a pegada digital pesa no ESG

Segundo a Cornell University, o setor das Tecnologias da Informação representa entre 1,8 % e 3,9 % das emissões globais de gases com efeito de estufa, considerando toda a cadeia de valor. Essas emissões contam na componente “E” do ESG. Por isso, este tema é fundamental não só para cumprir normas, mas para melhorar indicadores ambientais e atrair investimento responsável.

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Diretiva CSRD – O que muda para as empresas

CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) é a nova diretiva da União Europeia que regula como as empresas reportam a sua sustentabilidade ESG.

E quem vai precisar de cumprir com isto e até quando?

Fase 1: Empresas já abrangidas pela NFRD

  • Quem: Grandes empresas e grupos de interesse público com mais de 500 colaboradores.
  • A partir de quando: A obrigatoriedade de reporte aplica-se ao exercício de 2024, com os primeiros relatórios a serem publicados em 2025.

Fase 2: Grandes empresas que não estavam abrangidas pela NFRD

  • Quem: Empresas que, em dois exercícios consecutivos, preencham pelo menos dois dos seguintes critérios: mais de 250 colaboradores, volume de negócios líquido superior a 50 milhões de euros ou total de balanço superior a 25 milhões de euros.
  • A partir de quando: A obrigatoriedade de reporte aplica-se ao exercício de 2025, com os primeiros relatórios a serem publicados em 2026.

Fase 3: PME cotadas

  • Quem: Pequenas e médias empresas (PME) cotadas, com exceção das microempresas.
  • A partir de quando: A obrigatoriedade de reporte aplica-se ao exercício de 2026, com os primeiros relatórios a serem publicados em 2027. No entanto, estas empresas têm a opção de adiar o reporte por mais dois anos, até 2028.

É importante notar que, para além destes grupos, a CSRD também se aplica a empresas não-UE com atividade significativa na Europa a partir do exercício de 2028.

O que significa “reportar sustentabilidade” em termos práticos

Praticamente, terá que:

  • Reportar segundo os ESRS (European Sustainability Reporting Standards), com indicadores, políticas e resultados ESG.
  • Garantir que os relatórios são verificáveis, auditados e eletrónicos (digital tagging para torná-los legíveis por máquina).
  • Partilhar riscos, oportunidades, modelo de negócio, KPI.

O papel dos fornecedores de IT nos relatórios de clientes maiores

Fornecedores de soluções tecnológicas terão de fornecer dados transparentes sobre consumo energético, emissões e práticas sustentáveis — informação crítica para o cliente final preencher os relatórios CSRD com rigor.

Sustentabilidade Digital como diferencial competitivo

Sustentabilidade Digital_ Strongstep

Como a eficiência digital pode reduzir custos e abrir portas

  • Menor consumo energético = menos custos operacionais.
  • Cloud otimizada e hardware eficiente prolongam vida útil.
  • Valor intangível: reputação, confiança e inovação.

Casos de setores já a adotar práticas verdes

Setores como banca e tecnologia já implementam cloud verde, data centers eficientes e relatórios ESG digitalizados. Isto mostra aos concorrentes que já chegámos à era da Sustentabilidade Digital.

Como preparar a sua empresa desde já

Passos iniciais para alinhar IT e sustentabilidade

  1. Avaliar a pegada digital atual (consumo, emissões, hardware).
  2. Auditar fornecedores de cloud e infraestrutura em termos ambientais.
  3. Integrar metas de eficiência digital nos planos ESG.
  4. Criar equipas multidisciplinares (IT, ESG, finanças).

Ferramentas e formações que aceleram a adaptação

  • Plataformas digitais de gestão ESG
  • Formação interna em IT sustentável, métricas e reporting.
  • Programas certificados para data centers verdes e cloud sustentável.

Conclusão

Sustentabilidade Digital_ Strongstep

Sustentabilidade Digital é mais do que uma resposta à CSRD — é uma transformação que reduz custos, fortalece reputação e posiciona a sua empresa como líder no novo paradigma sustentável.

Este é o momento de agir. Inscreva-se na formação e transforme a sua equipa de IT num ativo de responsabilidade, eficiência e confiança.