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O Facebook poderá desaparecer na Europa?

O Facebook poderá desaparecer na Europa?

O volume de dados pessoais está a crescer exponencialmente, estando a tornar-se a mais valia de muitas organizações.

Como já referido numa notícia do blog, grandes organizações como a Google e a Apple estão a tomar medidas de modo a proteger os dados pessoais dos seus utilizadores, uma vez que, os dados já não são assim tão pessoais sendo muitas vezes usados para nos manipular e persuadir.

A era dos dados pessoais está muito próxima e como comprovado através do IT Insight, os líderes empresariais compreendem o valor que estes podem trazer para a sua empresa – “81% acreditam que os dados são “muito” ou “extremamente” valiosos para a sua organização”.

Uma entidade particularmente conhecida por tirar partido dos dados pessoais dos seus utilizadores e que inclusive já esteve envolvida num escândalo a respeito é o Facebook. A empresa gera bastante valor através das publicidades nas suas aplicações, sendo personalizadas através da análise dos dados privados dos seus utilizadores. Simplificando, o Facebook necessita dos dados dos utilizadores de modo a fortificar e produzir valor para a sua empresa.

A 10 de setembro, a empresa entrou com uma declaração ao tribunal superior da Irlanda. Na declaração, o Facebook contestou uma ordem preliminar emitida pelo órgão fiscalizador de privacidade de dados da Irlanda – a Comissão de Proteção de Dados, que ameaçava proibir o Facebook de transferir dados da UE de volta aos Estados Unidos, devido a questões de privacidade. A ordem preliminar questiona a veracidade do sistema que o Facebook usa para enviar dados de volta aos Estados Unidos, intitulado de cláusulas contratuais padrão.

Em resposta, Yvonne Cunnane, chefe de proteção de dados e conselheira geral associada do Facebook na Irlanda afirma que, no caso do Facebook estar sujeito a uma suspensão total da transferência de dados dos utilizadores para os EUA, como pressupõe a ordem preliminar, não vê nessas circunstâncias, motivos para continuar a fornecer os serviços do Facebook e Instagram na União Europeia.

No entanto, tudo não passou de uma afirmação. Em comunicado, um porta-voz do Facebook negou que a ordem preliminar constituísse uma ameaça de retirada da EU. Como cita o Business Insider “O Facebook não está a ameaçar retirar-se da Europa. Os documentos legais apresentados ao Supremo Tribunal irlandês estabelecem a simples realidade de que o Facebook, e muitas outras empresas, organizações e serviços, dependem das transferências de dados entre a UE e os EUA para operar os seus serviços “, disse o porta-voz.

Concluindo, os 410 milhões de utilizadores ativos mensais na Europa não precisam de ir em busca de novas aplicações para substituir as redes sociais que o Facebook detém, pelo menos de momento. Porém, não será de admirar que casos como este sejam cada vez mais recorrentes, pois, na era digital onde navegamos, ainda temos um longo caminho a percorrer no que toca a cibersegurança e proteção de dados.

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