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Governo dos EUA, Reino Unido e Austrália querem ter acesso a mensagens encriptadas no Facebook

Governo dos EUA, Reino Unido e Austrália querem ter acesso a mensagens encriptadas no Facebook

O argumento é que o acesso a mensagens nos serviços do Facebook são uma ferramenta utilizada para investigar casos de criminalidade online em todo o mundo.

Os governos dos EUA, Reino Unido e Austrália querem que o Facebook facilite o acesso às mensagens encriptadas dos seus utilizadores em caso de investigações policiais. A solicitação partiu de William Barr, procurador-geral dos EUA, que quer que o Facebook possibilite às forças policiais o acesso às mensagens encriptadas enviadas pelos seus utilizadores, ressuscitando assim as tensões entre as principais empresas de tecnologia e o governo de Trump.

A justificação é encontrar uma forma de ler as mensagens – nas aplicações do Facebook – que incluem o Messenger, WhatsApp e Instagram – alegando que são uma ferramenta vital para investigar casos de pornografia infantil, terrorismo e extorsão online e que, por isso, a encriptação pode ser uma barreira no combate ao crime. 

As SMS (Short Message Service) são cada vez menos usadas e grande parte da conversação que se faz, com amigos ou familiares, é através de apps de redes sociais e não pelo tradicional telefone.

Atualmente, o WhatsApp já contempla a encriptação de mensagens, impedindo que qualquer outra pessoa, que não o emissor ou o recetor, consigam ter acesso a uma conversação privada. Mas Mark Zuckerberg, até por toda a polémica em que a rede se viu envolvida, está a alargar esta funcionalidade a outras plataformas, como o Instagram ou o Messenger, e não deve ceder facilmente a este pedido, e defende, que “as pessoas têm o direito a ter conversas privadas online, onde quer que estejam no mundo”.

Os políticos temem que isto impeça o Facebook e as autoridades de ter acesso a grande parte do conteúdo ilegal que o sistema automático da rede social filtra.

O presidente executivo da rede social, Mark Zuckerberg, afirmou em Março que acredita “que o futuro das comunicações vai passar cada vez mais para serviços privados e encriptados, onde as pessoas podem estar confiantes de que o que dizem umas às outras está seguro”.

Apesar da inquietação da rede social, Mark Zuckerberg, defende que não cabe às redes sociais definir, o que constitui conteúdo problemático na Internet, e pede que os governos criem guias e regras claras para facultar aos fornecedores de serviços online.

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